Blog - Exibir Post

Por Que Sua Felicidade Me Importa?

  • 06/01/2018
  • Carla Furtado

Quando falamos sobre promoção da felicidade em sistemas humanos - empresas, escolas, cidades ou países - estamos falando de nossa própria felicidade. Ou seja: quando nos dedicamos ao bem-estar de todos somos diretamente beneficiados, nos âmbitos emocional e físico cabe destacar.

Felizmente, o colapso dos modelos econômicos estabelecidos - que priorizam o sucesso de poucos sobre o bem-estar coletivo - já conduz a transformações positivas em cenários isolados que, muito em breve, vão inspirar uma mudança massiva e consistente. Enquanto você lê este artigo, líderes visionários trabalham na construção das primeiras plataformas que mostrarão, ainda em 2018, os benefícios em larga escala de migrarmos de ego-sistemas para eco-sistemas. Exemplos do que vem por aí podem ser retratados pela recente parceria entre o Massachusetts Institute of Technology (MIT), através do Presencing Institute, e o HuffPost. O HuffPost já colocou no ar um canal chamado This New World, que tem por objetivo dar visibilidade a essas iniciativas. Juntos, lançam em março um hub interativo com transmissões mensais ao vivo.

No texto a seguir, o mitologista Joseph Campbell cita 
o filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) e o mito da Rede de Indra para provocar uma reflexão que segue atual e necessária: nossa existência se amalgama com o todo, com uma teia. 

"Schopenhauer destaca que quando você atingir uma idade avançada e olhar para trás ao longo da vida, parecerá ter havido uma ordem e um roteiro, como se tivessem sido compostos por um romancista. Eventos que, quando ocorreram pareciam acidentais, foram fatores indispensáveis na composição de um enredo consistente. Então, quem compôs esse enredo? Schopenhauer sugere que, assim como seus sonhos são compostos por um aspecto de você, do qual sua consciência não é consciente, também sua vida inteira é composta pela vontade dentro de você. E assim como as pessoas que você conheceu aparentemente por mera casualidade se tornaram agentes líderes na estruturação de sua vida, também você terá servido sem saber como agente, dando sentido à vida dos outros. Tudo se engrena como uma grande sinfonia, com tudo o que inconscientemente estruturou todo o resto. E Schopenhauer conclui: é como se nossas vidas fossem características de um único grande sonho de um único sonhador, no qual todos os personagens também sonham, de modo que tudo se liga e está movido por um desejo de vida que é a vontade universal na natureza.

É uma ideia magnífica, uma ideia que aparece na Índia na imagem mítica da Rede de Indra ?que é uma teia de pedras preciosas, onde em cada cruzamento de um fio sobre outro há uma gema refletindo todas as outras. Tudo está em relação mútua com tudo, então você não pode culpar ninguém por qualquer coisa. É mesmo como se houvesse uma intenção por trás de tudo, o que sempre faz algum tipo de sentido, embora nenhum de nós saiba qual seria o sentido ou tenha vivido exatamente a vida que pretendia.

(...) Cada vida tem uma potencialidade e a missão é viver essa potencialidade. Como se faz isso? Minha resposta é: siga a sua felicidade. Há algo dentro de você que sabe quando você está no centro, que sabe quando você está no feixe ou fora dele. Se você sair do feixe para ganhar dinheiro terá perdido sua vida. Mas se você permanecer no centro e não ganhar dinheiro ainda assim terá a sua felicidade ." 



Voltar